E o Cruzeiro 2012? (Parte 2 – Contratações)

23/01/2012 by

Salve Nação!

Enfim, conforme eu já havia citado a “novela Montillo” na parte 1, vou agora para a parte 2. Esperei até o momento certo para postar, pois sei que deverá haver alguma repercussão sobre o assunto.

Sim! Ficamos extasiados com o fato do Perrella ter saído do comando do Cruzeiro (nossa maior felicidade desde 2003?), que começamos a aplaudir o Gilvan e esquecemos de realmente cobrar da diretoria algo que ainda não mudou de uma gestão pra outra: Atitude! Como diria meu amigo Benny The Dog, continuamos em ritmo de “morosidade máxima”.

Faltam reforços! Não posso dizer que todos os jogadores contratados são ruins ou se tornarão novos “Ramires”, mas posso dizer que até o momento, sem vê-los jogar, nenhuma contratação me põe esperança de títulos como Copa do Brasil ou Brasileiro.

Que fique claro: minha opinião não se baseia no amistoso que nós perdemos. Pouco me importo com aquele jogo-treino. Mas entendo que é necessário criticar ANTES do pior acontecer. Não quero ver o Cruzeiro sendo eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil por times do interior do Brasil. Tampouco, quero ver o Cruzeiro perdendo (e perdendo feio!) para os grandes que se reforçaram. E nem preciso citar o São Paulo, o próprio Grêmio, ou o Botafogo, se reforçaram melhor que nós. Só o fato de terem contratados jogadores que já disputavam a série A (por clubes que não foram rebaixados!), estão na nossa frente.

Entendam que criticar Rudnei, Amaral, Gilson, Walter, Fábio Lopes, Arias, M. Oliveira, Jackson e outros depois que o pior acontecer, não adianta. Nada vai voltar…

Quem são vocês?

Sim, sou taxado de “corneta”, “pessimista” e, por outros, até “você não é Cruzeirense”. Mas aí que está à diferença, eu sou Cruzeirense sim, e com C maiúsculo. Sou Cruzeirense ao ponto de não admitir que meu time seja tratado como “mais um”. É o Cruzeiro, de títulos, de páginas heróicas imortais! Não um time pequeno que se contenta com a mediocridade.

Não sou fã do Mancini, nem fui a favor de sua vinda, mas já que foi mantido no cargo tem sim o direito de trabalhar com tempo para mostrar que é um bom técnico. Mas nem um bom técnico pode fazer milagre. Em campo, com as peças que hoje temos, vamos novamente nos apegar ao mais difícil, que é torcer para que o Fábio continue fazendo seus milagres, que Montillo decida na parte da frente e que os outros, simplesmente, não comprometam. É a triste realidade.

O pensamento geral sobre as contratações dos otimistas é: “nunca vimos jogar, vamos dar uma chance”. Chance? Cruzeiro não é um clube de “chances”. Chances a gente deve dar para os meninos da base, aqueles que nos últimos cinco anos vem ganhando Copa São Paulo, Taça BH, Brasileiro Sub-20, entre outros torneios e sempre com jogadores se destacando.

Nunca vimos jogar? É porque não tem destaque! Se fossem realmente bons, estariam sendo disputados por vários clubes. Ou será que só o Cruzeiro tem olheiros com capacidade de achar “jóias” no Japão, ou na Arábia, ou nos EUA? Entenderam o caso Osvaldo? Ele teve destaque, poderia ser um reforço, brigamos com o São Paulo, que acabou levando a melhor. Justo? Justíssimo! Osvaldo agora jogará ao lado de L. Fabiano, Lucas, talvez Nilmar. E aqui, ainda damos chance pra W. Paulista e A. Ramon…

Entristece-me ver o Cruzeiro contratando como um time de série B!

Saudações Celestes!!

E o Cruzeiro 2012? (Parte 1 – Montillo)

06/01/2012 by

Salve Nação!

Tão tumultuado quanto o final de 2011, vem sendo o inicio de 2012. Assuntos polêmicos rondam a Toca da Raposa, que tem enfim, seu primeiro ano fora do controle da dinastia Perrella. O primeiro deles, e o que vem incomodando a todos, é o assunto “Fica/Vaza Montillo”.

O Corinthians vinha martelando a contratação do nosso camisa 10 desde o final do Brasileirão, e as ordens de dentro da Toca são claras: paga o que vale, leva (até então 15 milhões de Euros). Em muito tempo não víamos o Cruzeiro assumindo a postura do time grande que é, e batendo de frente com times do eixo e até de fora. A postura da nova diretoria acende uma chama de esperança em todos nós, que ficamos durante os últimos anos na política de “vende-vende-não-contrata-vende”.

A verdade é que somos um clube de futebol e não um banco ou uma financeira. Não queremos comemorar ranking de ‘clube que deve menos’ ou qualquer outro tipo de feito que diga respeito à administração do clube. Manter uma associação do tamanho do Cruzeiro em ordem é mais que obrigação.

Entretanto, ontem, o Corinthians divulgou em seu site a desistência da contratação do meia argentino, o que causou a felicidade em quase toda a Nação Azul. Tudo resolvido? Não mesmo. Pouco tempo depois da nota do alvinegro paulista, o jogador, através de sua assessoria de imprensa, divulgou que teria sim o interesse de ir para São Paulo, que pensa sim na sua independência financeira e que abriria mão do que já conquistou aqui, para tentar a sorte em outro clube.

Diversas opiniões dividem a torcida nesse momento, mas como o texto é meu, vou ser direto no que penso: não somos dependentes de jogador nenhum, nunca fomos. Quer ir? Tchau. Quer ficar? Vai ter que jogar bola. As declarações dele repercutem de forma negativa a meu ver, e agora ele perde grande parte do potencial de ídolo que já havia conquistado. Montillo quer projeção, mídia e dinheiro? Que vá para o Corinthians. Se quisesse idolatria, qualidade de vida e comodidade ficava no lugar onde era quase intocável.

Mas não serei injusto de criticar apenas a diretoria, ou o jogador. Nós torcedores temos nossa parcela de culpa. Iludimos-nos com um falso amor à camisa que não existe. Esquecemos que hoje, o futebol é movido a “negócio”, não a “paixão”. A verdade, Nação, é que não se faz mais jogadores como o Marcos.

Ah, e falando em ilusão, muita gente anda se iludindo com as péssimas contratações feitas pelo Cruzeiro… Mas isso é motivo para outro texto e outro post…

E você? Quer Montillo na Toca, ou também se sentiu incomodado com as declarações?

De saída?

Saudações Celestes!!

Seis

06/12/2011 by

Salve Nação!

Fim do Campeonato Brasileiro de 2011!

Final de um ano terrível, marcado pela grande esperança em extremos. Um time que potencialmente faria uma grandiosa Libertadores e que, ao mesmo tempo, ficou tão perto do rebaixamento.

Mas escapamos. Porque somos grandes! Porque, até o momento, podemos dizer: somos “incaíveis”!

Se o jogo foi comprado, ou não. Se houve entrega, ou não. Se você está feliz, ou não. O que importa? No momento, a festa celeste é mais importante! Felizes por sairmos do rebaixamento? Sim, óbvio! Antes comemorar a permanência na elite do futebol brasileiro, do que comemorar o título de campeão da série B! Felizes pela goleada histórica? Com certeza! É nosso dever de torcedor acreditar no futebol! Não podemos deixar que o mundo podre dos bastidores nos tire a alegria de comemorar um gol. Ou dois. Ou SEIS!

2011 acabou, ficou para trás! Chega de pensar e sofrer, vamos aproveitar a sensação de êxtase do momento. Vamos deixar para preocuparmos com 2012 quando a euforia passar! Cumpram suas promessas, zoem seus amigos e demonstrem a grandeza de torcer para o Cruzeiro, combinado?!

É hora de sorrir!

Saudações Celestes!!

Chegou a hora?

30/11/2011 by

Salve Nação!

Depois de muito tempo sem um texto aqui no blog, me peguei sentindo um vazio, acompanhado de uma sensação sem definição. Afinal, o que passa na sua cabeça, cruzeirense?

Se você é um adolescente, você viu um Cruzeiro campeão, talvez não tantas vezes campeão quanto eu vi, mas com certeza deve ter visto o maravilhoso time de Alex, Maldonado, Aristizabal e companhia ser campeão Brasileiro em 2003. Se você for um pouco mais velho e tiver entre 20 e 30 anos, viu um Cruzeiro useiro e vezeiro em levantar taças, viu conquistas regionais, nacionais, internacionais. E se você for mais velho então, aí meu amigo, você é um sortudo, viu Dirceu Lopes, Tostão, Joãozinho e companhia limitada, craques, campeões da Taça Brasil, da Libertadores, etc.

Enfim, em 90 anos de história, nunca caímos. Claro que já passamos apertos e já estivemos bem perto do rebaixamento. Eu me lembro bem do terrível campeonato brasileiro de 1997, sim, ano em que fomos campeões da Libertadores e estivemos perto de cair.

Mas eu acho que, nunca antes, nossa situação foi tão crítica quanto agora. Diversos fatores surgiram nesta última semana. Não bastasse o perigo do rebaixamento, nosso último jogo é contra o Atlético-MG, nosso rival, arquirrival. Não bastasse o perigo de o rebaixamento vir em um jogo contra o Atlético-MG, em caso de derrota, o Bahia, aquele mesmo que nós rebaixamos em 2003 com um sonoro 7 a 0, pode entregar o jogo para o Ceará (nosso concorrente direto) e sermos rebaixados.

“O mundo é uma bola.” – Nunca antes um ditado refletiu tão bem nossa situação.

“A bola pune.” – Pune, pune a incompetência, a má administração, a omissão, a falta de preparo.

Admira-me termos chegado a essa situação. Por quê? Pelo simples fato de que, há muito, convivemos com  o exemplo da falta de compromisso do outro lado da Lagoa. Sim, esses mesmos que nos zoam hoje vivem essa situação frustrante e horrível por anos a fio.

E não é desrespeito com o adversário. Nem soberba ou prepotência. É a (triste) realidade. Pela primeira vez em oito anos, eles terminarão um campeonato na nossa frente. E o pior é que seus torcedores se apequenam na tentativa frustrada de tripudiar sobre nós ou nosso time.

Nação, eu vos pergunto: chegou a hora? Chegou a hora de irmos para a série B, recomeçar, reestruturar, verificar nossos erros, mudar e adaptar nossa realidade para voltarmos a ser o que sempre fomos? Ou chegou a hora de mostrar que aqui é Cruzeiro, que nós somos o time das grandes façanhas?

Depois de uma Libertadores heróica como a de 1997, ou de uma Copa do Brasil inexplicável como a de 1996, até mesmo depois de uma final como a da Copa do Brasil de 2000, eu aprendi a nunca duvidar do Cruzeiro… E aprendi duvidando, nunca do clube, mas daqueles que o representam em campo!

Então, Rafael, Roger, Diego Renan, Victorino, W. Paulista, Anselmo Ramon e outros: eu duvido de vocês e quero que vocês me provem o contrário. Provem-me que vocês têm hombridade e mantenham esse clube grande, gigante, no lugar que é de direito dele! PRIMEIRA DIVISÃO É NOSSO DEVER!

Façam a diferença! Se inspirem naqueles que já a fizeram!

Raça, técnica e honra! Acreditem!

Saudações Celestes!!

Experiência Internacional

17/08/2011 by

Salve Nação!

Muito tempo sem postar aqui, hein?! É a vida agitada, escrever em três blogs é complicado! Mas não podia deixar de passar o registro da minha viagem cultural-futebolística para Buenos Aires! Viajei para a terra do Maradona para conhecer um lugar diferente, uma cultura e costumes diferentes. E claro, não poderia faltar o futebol!

La Bombonera

Durante a semana que fiquei por lá, conheci três estádios: La Bombonera (estádio do ‘rey de copas’ Boca Juniors), Monumental de Nuñes (estádio do freguês River Plate) e o Libertadores de América, também conhecido como a “Garganta Del Diablo” (estádio do heptacampeão da Libertadores, Independiente).

Conhecer a Bombonera é uma experiência única, a começar pelo bairro de La Boca, que envolve a história do bairro que deu origem à cidade. O museu parece ter alma, todo em azul escuro e amarelo, com monumentos e imagens idolatrando “el Dios” Maradona, diversas imagens de Riquelme, Palermo e outros grandes ídolos por todas as partes. Camisas da época de amador até as atuais. Depois de uma viagem na história do clube xeneize, é a hora de conhecer o campo, a cancha. Tive oportunidade de tirar várias fotos nas “temidas” arquibancadas e até mesmo dentro de campo, com a taça da Libertadores, uma experiência inesquecível.

Monumental de Nuñes

O que a Bombonera tem de alma e emoção, o Monumental de Nuñes tem de glamouroso e luxuoso, a “academia” River Plate não é só futebol, vários esportes compõe o entorno do maior estádio da cidade. O Museu River-Platense é digno de cinema, com toda a história do clube contada em um grande corredor, década após década, grandes murais contendo os nomes dos ídolos (entre eles, Juan Pablo Sorín), salas imensas de troféus, maquete do estádio e tudo que um clube chamado de “Millionario” pode ter. O estádio é clássico, todo em vermelho e branco, estampando o escudo do clube em todas as partes, pude chegar até o gramado e ter uma vista geral, experiência única que todos deveriam ter!

Quanto ao estádio de Avellaneda, a surpresa maior fica por conta do fora-do-estádio: a diferença de distância entre o estádio Libertadores de América, do Independiente e do Juan Domingo Perón (El Cilindro), do seu arquirrival Racing, é menor que 10 metros, imaginam a cena? Além de tudo, o estádio não recebe o apelido de “Garganta del Diablo” a toa, mais parece um monte de escombro assombrado, com um guindaste do lado para a obra que parece ser “inacabável”.

Garganta Del Diablo

Assisti à partida válida pelo primeiro jogo da final da Recopa, entre Independiente x Internacional (RS) e realmente vi um SHOW da torcida dos ‘rojos’, que cantava em uníssono e pulava num ritmo acelerante, uma coisa que eu jamais havia visto em nenhuma torcida do Brasil. O jogo terminou 2 a 1 para os argentinos, uma partida que passou batida perto do que nas arquibancadas.

Pra terminar, minha experiência futebolística internacional terminou no pub/bar “Tierra de Heroes”, um bar com bom preços de petiscos e uma Quilmes gelada, no qual há várias camisas de times de todas as partes do mundo autografada pelos grandes craques do passado e do presente. Uma réplica da taça da Libertadores no meio do bar é o point para fotografias.

Enfim, essa foi toda minha experiência curta nas terras da argentina, muito até para uma semana, pouco para a vontade de conhecer e historiar futebol.

Saudações Celestes!!

MeuCruzeiro no Rede Social EC

01/07/2011 by

Salve Nação!

Eu, Doutor Rodrigo e Henrique André na BH News TV - Rede Social EC

Nesta sexta-feira (1/7), eu estive no programa Rede Social EC, da BH News TV, comandado pelo amigo Henrique André. Minha presença no programa se deve justamente por este meio a qual escrevo a vocês: o blog.

Apesar de ser um programa de pouca duração, tive tempo de falar do trabalho e da função do blog no mundo do futebol, além de poder falar dos trabalhos feitos pelos blogs que eu participo, sendo o Blog do Cruzeirense e a Geral do Cruzeiro, além é claro, de uma menção honrosa ao meu primeiro blog e meu xodó, o #MeuCruzeiro.

O papo foi descontraído e contou com a participação de outro blogueiro, mas dessa vez um atleticano que comanda o “Galo é Meu Amor”, Doutor Rodrigo. Grande pessoa!

Assim que tiver acesso, coloco o vídeo da minha participação no programa pra vocês verem e darem suas opiniões! E acompanhem o programa Rede Social EC, um ótimo programa, moderno e totalmente despojado, com conteúdo e muito futebol discutido de forma agradável!

Saudações Celestes!!

Natal antecipado!

30/06/2011 by

Salve Nação!

Joel Santana. Era o que faltava?

A saída do Cuca foi positiva por dois motivos: o próprio técnico entregou o cargo, viu que as coisas não estavam fluindo bem e decidiu sair, sendo homem, sendo uma pessoa sincera que ele sempre mostrou ser. O outro motivo é porque chegou a peça que faltava pra esse bom time do Cruzeiro, uma pessoa racional ao ponto de mexer com o emocional.

O mestre das pranchetas, Joel Natalino Santana, nascido em 25 de dezembro, veio trazer alegria pra um grupo de bons jogadores, de qualidade inquestionável, que só precisava voltar a ter vontade de jogar futebol – o que deveria ser requisito mínimo para poder jogar no Cruzeiro.

Montillo, poder de decidir.

Joel já colocou a prancheta pra funcionar. Até agora, são dois jogos e duas vitórias (Cruzeiro 2×1 Coritiba e Vasco 0×3 Cruzeiro), mas nada que ainda faça com que a desconfiança do torcedor suma, uma vez que o time nesses dois jogos apresentou uma série de erros que poderiam ter custado caro.

Mas, analisando por outra ótica, o importante no campeonato brasileiro é ganhar, é conquistar 3 pontos a cada rodada. Se isso for alcançado sem precisar jogar um futebol bonito, qual o problema? O importante agora é subir na tabela, alcançar o top 5 e começar a brigar pelo título. Tempo ainda temos!

Joel vem para somar, apesar das desconfianças por parte da torcida e da mídia. O estilo “figurão” nunca deu muito certo na Toca, em contrapartida, os grandes títulos do Cruzeiro foram conseguidos com técnicos fluminenses (fluminense é quem nasce no estado do Rio de Janeiro) no comando.

O que resta a torcida? Acreditar que Joel irá contrariar os paradigmas e os dogmas do futebol, torcer para que Montillo continue tendo a estrela que nunca deixou de ter, e que a sorte esteja do nosso lado quando o futebol em campo não ajudar!

“Papai Joel”, a torcida do Cruzeiro espera que você chegue e conquiste para nós um presente de natal antecipado!

Saudações Celestes!!

Há tempos Cruzeiro não entrava de igual para igual num clássico contra o Coelho.

16/06/2011 by

O mundo do futebol é mesmo incrível, há cerca de dois meses atrás o time do Cruzeiro era o time mais temido de 2011 não só no Brasil, mas na América Latina toda, por torcedores adversários e jornalistas esportivos. Uma derrota para o modesto Once Caldas, time da segunda fase de pior campanha na primeira da Libertadores, fez com o status do time celeste desaparecesse.

Nem o título Mineiro que serviu como um “Engov” para a ressaca da torcida azul foi capaz de evitar um novo porre, o início do Campeonato Brasileiro, duas derrotas e dois empates, campanha essa que se num for alterada em breve fará com que o time brigue por uma permanência na elite do futebol. Claro que a diretoria e a torcida do Cruzeiro não deixariam isso acontecer, o torneio é longo, mas assistir ao time tão badalado nas últimas temporadas sem um objetivo concreto no Brasileirão é uma afronta ao exigente torcedor da equipe.

Cuca realmente não tem 100% da culpa da atual fase que o time vem passando, o torcedor mostrou-se nervoso com razão porque vê no clube sua chance maior na carreira, uma chance de subir para um patamar mais elevado, ser reconhecido continentalmente. Mas o técnico celeste precisa mudar algumas coisas, entre elas parar de disciplinar jogadores de forma dura como Roger e Diego Renan porque qualquer incomodo que eles demonstrarem já são suficiente para os ” São Pedros” da imprensa mineira criarem uma tempestade monstruosa, e isso abala a todos envolvidos com o clube e distorcem a imagem como um todo fora do estado.

Os jogadores também precisam ser mais frios, o gol acontece quando a bola passa por cima da linha e não adianta menosprezar adversário ou chegar na cara do goleiro e achar que qualquer toquinho vai estufar os barbantes, é preciso cumprir com os objetivos primeiro, quando há excesso de gols aí sim o diferente pode ser tentado, como algumas jogadas de efeito. O que também não pode acontecer é o time deixar de ser respeitado e temido pelos adversários, que aí amigo a moral desce numa velocidade avassaladora.

O recomeço da Era Cuca será num jogo contra o América-MG, terceiro clube de Minas Gerais, e o time celeste entra sem ser favorito, acho que desde que comecei a acompanhar o futebol e me encantar por este esporte não tinha presenciado tal fato. E o que fazer quando a situação chega neste ponto? Ser humilde e comprometido, o filme tá feito e para lançar uma nova versão é preciso trabalhar muito e a torcida apoiar apesar de tudo, não adianta atrapalhar uma nova chance dada pela diretoria ao comandante da equipe, é torcer e esperar que o prometido pela comissão técnica seja cumprido.

O América-MG não é um time dos mais temidos, está no campeonato para no máximo brigar por uma vaga na Copa Sulamericana 2012, mas clássico é clássico, e uma vitória para os alviverdes simboliza um renascimento e um impulso para o modesto time do Horto.

Não vamos nos abalar com a situação, todos temos um recomeço, e nesta longa história tradicional do Cruzeiro Esporte Clube já vimos situações do tipo e alegrias surgindo das cinzas. Que venham mais 90 anos de alegria e que estes momentos como agora sirvam de degrau para a evolução do Maior Clube de Minas Gerais.

Cuca terá um recomeço na equipe celeste, erros agora não são mais permitidos.

Cuca terá um recomeço na equipe celeste, erros agora não são mais permitidos.

Cruzeiro AB x Cruzeiro Cuca

14/06/2011 by

Salve Nação!

Antes  de tudo, não sou a favor do retorno do Adilson, nem a favor da demissão do Cuca. Entretanto, não estou conformado com o trabalho atual do técnico e, espero que ele reverta a situação logo! O que irei postar agora, é uma comparação entre o trabalho dos dois últimos treinadores do Cruzeiro.

Não pretendo comparar o trabalho “negativo” deles, pois o Cruzeiro não ganha nada com isso. Só quem tira proveito de comparar a desgraça alheia, são os oportunistas, os famosos “eu falei”, “eu sabia”, etc. Eliminações e derrotas servem para serem usadas de experiência, não para serem vangloriadas como contra-argumentos.

Enfim, vamos ao tópico:

Adilson ficou aqui por três anos, fez grandes trabalhos com um time pior que o de hoje e não conseguiu nenhum título de expressão. Ele tinha um bom time titular, mas não tinha um bom elenco e isso prejudicou. Adilson revelou bom jogadores como Ramires.

Adilson Batista

Em pouco mais de dois anos, o trabalho do Adilson:

- 2 classificações pra LA pelo BR (2008 e 2009)
- 1 vice da LA (2009)
- 2 estaduais (2008 e 2009)

Cuca está aqui há um ano. Pegou o trabalho do Adilson quase na metade do ano passado, ganhou alguns reforços de qualidade, por exemplo Montillo, e conseguiu uma classificação na LA pelo brasileiro. Esse ano, Cuca conseguiu ótimos jogadores pra um time que continuou praticamente o mesmo de 2010, sendo Victorino e Wallyson (que se mostrou muito melhor que Wellington Paulista) as principais peças.

Em um ano, o trabalho do Cuca:
- 1 classificação pra LA pelo BR (2010)
- 1 estadual (2011)

Cuca

O diferencial dos estaduais ganhados pelo AB, estão nas goleadas de 5 a 0 na final contra o Atlético-MG, enquanto o Cuca passou mais “aperto” para ganhar o seu. Mas esse fator se deve à melhora do rival, não ao demérito do nosso time.

Tanto Adilson, quanto Cuca, tinham/tem seus protegidos. Geralmente jogadores “fracos” que entravam em campo e não ajudavam “tanto”. Já foram Thiago Heleno e Elicarlos, hoje são Pablo e Éverton.

As perdas significantes do time do ‘auge’ do AB para o time do Cuca, são Jonathan e Kléber. Em compensação, Cuca resolveu o problema da zaga do Cruzeiro com Victorino, Gil e Léo e revelou um garoto que tem sido uma grata surpresa: Wallyson.

Os volantes continuam os mesmos desde a saída de Ramires: Henrique-Fabrício-Paraná, agora o L. Guerreiro vem tendo um espaço com o Cuca. No meio-campo, a qualidade é notável: onde tínhamos apenas Wagner, hoje temos Montillo, Gilberto e Roger, que são infinitamente superiores.

2009 x 2011

Fábio - Fábio
Jonathan - Pablo ou L. Guerreiro
L. Silva - Victorino
T. Heleno - Gil ou Léo
G. Magrão ou Fernandinho - Gilberto
Ramires - Henrique
Paraná - Paraná
Fabrício - Roger
Wagner - Montillo
T. Ribeiro ou W. Paulista - T. Ribeiro
Kléber - Wallyson

A comparação acima é do time auge de 2009 com o time auge de 2011 (em negrito). O time ganhou uma qualidade incrível defensivamente. Jonathan mesmo no seu auge nunca foi bom em marcar, e Gilberto é bem melhor que o G. Magrão em qualquer posição.

Enfim, não há motivo para comparar o trabalho dos dois. Mas é justo que Cuca tenha um tempo aceitável para tentar ganhar algo de grande para o Cruzeiro DESDE QUE o time mostre capacidade em campo pra isso (no papel não interessa!) e não fique na parte de baixo da tabela, porque aí meus amigos… paciência tem limite!

Saudações Celestes!!

Tradição, inspiração e renovação

10/06/2011 by

Salve Nação!

O momento do Cruzeiro não é dos melhores, isso é um fato que não se pode negar. Alguns alegam que a situação é temporária, que o campeonato está no começo e que o time irá se recuperar e brigar pelo título, como vem sendo nos anos anteriores.

Outros, mais pessimistas, vêem crise no time da Toca II. Ficar 3 partidas sem vitórias, brigando por título em apenas um campeonato, com um time que apresentou o futebol mais vistoso do continente no começo do ano é sinal de preocupação absoluta.

Os indecisos seguem em cima do muro, criticam a formação do técnico, mas não o técnico si. Criticam a postura dos jogadores, mas não querem a cabeça de ninguém.

Razão, todos tem! A situação é sim preocupante ao ponto de ser considerado crise, mas não é uma crise ao ponto de ser preocupante para o Cruzeiro. Entenderam? Eu também não.

O que se espera, a partir da 4ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2011 é um time que vença. O Cruzeiro enfrenta um Santos que vai com o time reserva, visando a final da Libertadores na quarta-feira (como eu queria que a situação fosse inversa…). E esse jogo será marcante, não só como “o jogo em que o Cruzeiro inicia uma reação no campeonato”, mas também pela estréia do seu novo 3º uniforme.

Aliás, “novo” entre aspas mesmo. O uniforme é apenas uma reedição do que foi usado pelo glorioso Società Sportiva Palestra Itália entre 1923-1926. Apenas alguns detalhes o tornam diferenciados: uma marca d’água em alusão aos 90 anos e o patrocínio escandaloso, que além de poluir o uniforme, faz um mal danado pra visão, podendo até causar cegueira temporária (toda vez que alguém vê o uniforme, tampa os olhos e fala: “put… que pariu”).

Montillo e Fábio apresentam os modelos que relembram o início de uma trajetória de vitórias. Para mais fotos é só ver o Facebook Oficial do Cruzeiro.

Fora isso, o uniforme é um dos mais lindos que o Cruzeiro (ou Palestra) já teve. Simples, arrojado e tem – quase – tudo pra cair no gosto da torcida, pois o uniforme será vendido para a torcida sem os patrocínios, o que foi uma grande jogada do Marketing.

Entretanto, o que mais afeta o torcedor apaixonado, é mesmo o preço absurdo que se paga em camisas de futebol. E essa do Cruzeiro não sai atrás não: R$199,90. E não bastasse o preço, o lote de camisas é limitado, apenas 15 mil unidades serão colocadas a disposição do torcedor.

Eu vou fazer um sacrifício e ir correndo comprar a minha, afinal, sou um colecionador louco por camisas de futebol e mais louco ainda pelo Cruzeiro!

Que essa nova camisa, inspirada na TRADIÇÃO, sirva de INSPIRAÇÃO para o Cruzeiro a partir de agora no Campeonato Brasileiro, sendo o momento de iniciar uma RENOVAÇÃO, de postura, de pensamento e de atitudes!

Saudações Celestes!!


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